sexta-feira, 14 de novembro de 2014

20 minutos na FAINA!!!

Hoje foi dia de FAINA!! Acordámos com a luz do sol, tomámos um pequeno almoço reforçado e fomos em direção à praia em frente ao hotel. A primeira linha de praia é composta principalmente por cabanas de pescadores feitas de entrelaçado de folhas de palmeira. As casas são toscas quase medievais, mas esta gente é pobre e a vida do mar não dá para mais.




Cruzamos-nos com alguns locais: Good morning sir!! dizem nos sempre que passamos. É curioso o hábito deste povo de nos cumprimentar sempre que passamos. Até os miúdos param as brincadeiras por uns momentos para nos desejar bom dia. Atravessamos o aglomerado de palhotas e dirigimos nos para perto da rebentação. A água para variar está morna, provavelmente muito perto dos 28 graus. A cerca de 200m um grupo de pescadores puxa as redes à mão. Um barco teria largado as redes num longo semi circulo e agora puxavam ambas as extremidades para terra. Quando nos aproximamos, alguns dos pescadores fazem-nos sinais para ajudarmos. Começo a puxar. As redes são pesadas. Têm pedras agarradas de 20 em 20 metros para lastro e as malhas são de uma cor viva avermelhada. A recolha da rede faz se lentamente ao som de cantigas batendo com um dos pés no chão de uma forma cadenciada de forma a todos puxarem ao mesmo tempo. Isto é giro mas faz doer as mãos! - penso eu.



Não durámos muito. Após 20 minutos já com as mãos muito marcadas do nylon e a rede que parecia estar na mesma posição paramos para descansar. Metemos conversa com outro grupo que se sentava num catamaran. Esta embarcação feita de madeira é típica do sudeste asiático, e o seu formato manteve inalterado ao longo dos séculos. Querem dar uma volta? - perguntam eles. A embarcação é fantástica, pintada de vermelho e de um verde marinho e com uma espécie de vela trapezoidal castanha presa a mastros de bambu. Do lado esquerdo afastado alguns metros possui um estabilizador feito de tronco de árvore.



Percebi pela conversa que são muçulmanos. O patrão da embarcação chama se muhammad e queixa se que o negócio está fraco. Não sei quanto levam, mas não me mostro interessado porque sabem que sou turista e não quero ser aldrabado. Vamos nos tentar informar dos preços praticados e quem sabe voltamos.



Reparamos que a rede entretanto já está avançada e voltamos para ajudar. Mais 10 minutos e as redes estão finalmente em terra. O resultado da pescaria é fraco. Quase tudo peixe miúdo. Algumas sardinhas e alguns carapaus, entre outras espécies pequenas que desconheço. No meio um peixe balão berra como um sapo. Há dias bons e dias maus, e este não correu pelo melhor. Os pescadores estão desanimados. 3 horas de esforço para um resultado medíocre.

Enfim. Amanhã há mais.

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