Manhã seguinte. Voltámos à mesma praia sensivelmente à mesma hora.
Mais uma vez os pescadores fizeram-nos sinais para os ajudarmos a puxar
as redes. Mas desta vez estava preparado! Levei as luvas velhas de TT
que fizeram toda a diferença. Pude fazer mais força e poupar as costas.
A
pescaria desta vez rendeu mais um pouco. Em diversidade e quantidade. O
pescado é separado em cestos por tamanho/espécie para seguir para o
mercado de peixe. Só se vêm homens nesta atividade. As mulheres não
trabalham na faina. Ficam em casa ocupadas com os filhos e as tarefas
domésticas.
O catamaran tinha acabado de chegar e estavam com
alguma dificuldade em colocá-lo em terra seca pelo que os fomos ajudar.
Veio de novo à conversa se queríamos dar uma volta. Normalmente são
8.000 rupias mas já vos conhecemos e fazemos por 4.000! - disse o
muhammad.
- Isso é muito dinheiro! - disse eu.
- ok. 3.000! Por ser para vocês..
-
Só temos 2000. - respondi eu com ar desinteressado. Mas de não dá...
ficamos amigos na mesma! havemos de voltar ao sri lanka! insha'ala!
A
negociação prossegue mas eu não dou parte fraca. Dizem-nos que não
podemos ir por menos de 2500. Explico lhes que não é uma questão de
negociação. Simplesmente só temos efetivamente 2000 para gastar!
Discutem entre si, alegando que 2.000 é pouco e que a maior parte vai para o dono do barco e que assim não compensa. Encolhemos
os ombros, acenamos e voltamos as costas. Ainda não tinha dados dois
passos já nos estavam a chamar! O estratagema resultou e acabamos por
dar uma volta no fantástico catamaran por sensivelmente 6 euricos cada
um!
Ajudamos a por a embarcação na água. O peso é considerável.
São precisas pelo menos 6 pessoas para o deslocar na areia. Visto um
colete e passados uns minutos estamos a deslizar nas águas tépidas do
Índico. Que sensação!! Paramos para dar um mergulho. A água aparenta
estar mais quente que a temperatura exterior. E está uma brasa lá fora! O
muhammad atira um pequeno cabo para perto do local onde nadamos.
For
safety! - diz ele.
Vi um documentário onde mostravam tubarões martelo
nestas águas quentes. Apesar de de afirmarem que não há perigo, a água é
turva e a imaginação não ajuda. Banhoca rápida e saímos da água ainda
com os membros todos.
O passeio levou cerca de 30 minutos mas
valeu a pena! São estas pequenas experiências que nos enchem o ego e nos
fazem viajar. Voltamos a terra e despedimos-nos da tripulação. O muhammad convida-nos para um chá e bananas em casa dele por volta das 17h. Fomos para o hotel descansar que o calor aperta.
17h05
no local da praia combinado. O muhammad aparece no meio dos coqueiros e
pede para o seguirmos. Dirige se para o bairro muçulmano. Um vendedor
de rua cozinha qualquer coisa. Chama-me, pede me a mão e mete lhe uma
colher de grão cozido para provar. Meto o grão à boca. Ena! Isto é bom!
Mas não sei em que condições de higiene foi feito. Não arrisco comer mais. Agradeço
e seguimos.
Toda a vizinhança trabalha nos catamarans, seja na
pesca ou no passeio de turistas. As casas aqui já são de tijolo com
telhados de madeira. A sua cada é modesta. Ao bom estilo muçulmano não
tem praticamente mobília. Apenas umas cadeiras de plástico empilhadas
num canto para as visitas e um calendário na parede. Apresenta-nos a
irmã e um dos filhos pequenos. Chega outro membro da tripulação para a
conversa. Enquanto os homens falam na sala da vida difícil que levam a
mulher prepara um chá, bananas e papadam (uma espécie de folhado, frito
em óleo de coco). O papadam é bom mas dá uma sede!! O chá quente
também é saboroso mas com o calor que está hoje não passam uns minutos e
ja suo por todos os poros.
A noite cai. Fala-se de diversos assuntos inclusive do tsunami que devastou a ilha. Falam
da família e da vida dura que levam. Quase todos tem 2 ou 3 filhos, a
escola não é gratuita e tem de andar de uniforme. Mesmo assim são
felizes com o que têm.
Mas o tempo passa rápido e chega a hora de nos despedirmos. Trocamos contatos, e prometemos voltar um dia com mais tempo. Gosto
muito deste contato com os locais, aprendemos hoje muito sobre estas
pessoas humildes, como vivem e as dificuldades por que passam. Somos uns
sortudos. Nem fazemos ideia da sorte que temos de ter nascido no nosso
cantinho à beira mar plantado.
Amanhã acaba-se esta aventura... mas outra está para vir no inicio do ano. Para vir e para durar!
Ayubowan!!
sábado, 15 de novembro de 2014
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
20 minutos na FAINA!!!
Hoje foi dia de FAINA!! Acordámos com a luz do sol, tomámos um
pequeno almoço reforçado e fomos em direção à praia em frente ao
hotel. A primeira linha de praia é composta principalmente por cabanas
de pescadores feitas de entrelaçado de folhas de palmeira. As casas são
toscas quase medievais, mas esta gente é pobre e a vida do mar não dá
para mais.
Cruzamos-nos com alguns locais: Good morning sir!! dizem nos sempre que passamos. É curioso o hábito deste povo de nos cumprimentar sempre que passamos. Até os miúdos param as brincadeiras por uns momentos para nos desejar bom dia. Atravessamos o aglomerado de palhotas e dirigimos nos para perto da rebentação. A água para variar está morna, provavelmente muito perto dos 28 graus. A cerca de 200m um grupo de pescadores puxa as redes à mão. Um barco teria largado as redes num longo semi circulo e agora puxavam ambas as extremidades para terra. Quando nos aproximamos, alguns dos pescadores fazem-nos sinais para ajudarmos. Começo a puxar. As redes são pesadas. Têm pedras agarradas de 20 em 20 metros para lastro e as malhas são de uma cor viva avermelhada. A recolha da rede faz se lentamente ao som de cantigas batendo com um dos pés no chão de uma forma cadenciada de forma a todos puxarem ao mesmo tempo. Isto é giro mas faz doer as mãos! - penso eu.
Não durámos muito. Após 20 minutos já com as mãos muito marcadas do nylon e a rede que parecia estar na mesma posição paramos para descansar. Metemos conversa com outro grupo que se sentava num catamaran. Esta embarcação feita de madeira é típica do sudeste asiático, e o seu formato manteve inalterado ao longo dos séculos. Querem dar uma volta? - perguntam eles. A embarcação é fantástica, pintada de vermelho e de um verde marinho e com uma espécie de vela trapezoidal castanha presa a mastros de bambu. Do lado esquerdo afastado alguns metros possui um estabilizador feito de tronco de árvore.
Percebi pela conversa que são muçulmanos. O patrão da embarcação chama se muhammad e queixa se que o negócio está fraco. Não sei quanto levam, mas não me mostro interessado porque sabem que sou turista e não quero ser aldrabado. Vamos nos tentar informar dos preços praticados e quem sabe voltamos.
Reparamos que a rede entretanto já está avançada e voltamos para ajudar. Mais 10 minutos e as redes estão finalmente em terra. O resultado da pescaria é fraco. Quase tudo peixe miúdo. Algumas sardinhas e alguns carapaus, entre outras espécies pequenas que desconheço. No meio um peixe balão berra como um sapo. Há dias bons e dias maus, e este não correu pelo melhor. Os pescadores estão desanimados. 3 horas de esforço para um resultado medíocre.
Enfim. Amanhã há mais.
Cruzamos-nos com alguns locais: Good morning sir!! dizem nos sempre que passamos. É curioso o hábito deste povo de nos cumprimentar sempre que passamos. Até os miúdos param as brincadeiras por uns momentos para nos desejar bom dia. Atravessamos o aglomerado de palhotas e dirigimos nos para perto da rebentação. A água para variar está morna, provavelmente muito perto dos 28 graus. A cerca de 200m um grupo de pescadores puxa as redes à mão. Um barco teria largado as redes num longo semi circulo e agora puxavam ambas as extremidades para terra. Quando nos aproximamos, alguns dos pescadores fazem-nos sinais para ajudarmos. Começo a puxar. As redes são pesadas. Têm pedras agarradas de 20 em 20 metros para lastro e as malhas são de uma cor viva avermelhada. A recolha da rede faz se lentamente ao som de cantigas batendo com um dos pés no chão de uma forma cadenciada de forma a todos puxarem ao mesmo tempo. Isto é giro mas faz doer as mãos! - penso eu.
Não durámos muito. Após 20 minutos já com as mãos muito marcadas do nylon e a rede que parecia estar na mesma posição paramos para descansar. Metemos conversa com outro grupo que se sentava num catamaran. Esta embarcação feita de madeira é típica do sudeste asiático, e o seu formato manteve inalterado ao longo dos séculos. Querem dar uma volta? - perguntam eles. A embarcação é fantástica, pintada de vermelho e de um verde marinho e com uma espécie de vela trapezoidal castanha presa a mastros de bambu. Do lado esquerdo afastado alguns metros possui um estabilizador feito de tronco de árvore.
Percebi pela conversa que são muçulmanos. O patrão da embarcação chama se muhammad e queixa se que o negócio está fraco. Não sei quanto levam, mas não me mostro interessado porque sabem que sou turista e não quero ser aldrabado. Vamos nos tentar informar dos preços praticados e quem sabe voltamos.
Reparamos que a rede entretanto já está avançada e voltamos para ajudar. Mais 10 minutos e as redes estão finalmente em terra. O resultado da pescaria é fraco. Quase tudo peixe miúdo. Algumas sardinhas e alguns carapaus, entre outras espécies pequenas que desconheço. No meio um peixe balão berra como um sapo. Há dias bons e dias maus, e este não correu pelo melhor. Os pescadores estão desanimados. 3 horas de esforço para um resultado medíocre.
Enfim. Amanhã há mais.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Ayurvérdica!
Dormimos que nem uns mouros, aconchegados pelo sussurro leve das ondas do mar a apenas alguns metros de distancia. Logo de manhã entra o sol pela cabana dentro. Bela maneira de começar o dia!
Após um belo pequeno almoço continental fizemos-nos à estrada mas o bom tempo durou pouco. Começaram a cair umas pingas e toca a vestir o impermeável. No meio da pressa e da confusão que é vestir qualquer par de calças à chuva surgem de repente o renato e o ricardo! De onde saíram estes? :) Começa a chover com mais intensidade e digo ao renato para irem andando que já os apanhamos. Arrancamos passados 2/3 minutos e por mais rápido que andasse-mos nem vê-los.. bolas que azar... nem chegamos quase a falar. Tínhamos o nome do hotel onde eles iam ficar mas nao demos com ele. Paciência. Seguimos em frente. Amanhã em Negombo encontramos certamente para entregar as motas.
Chegamos a Galle. Uma manifestação de estudantes reivindica educação grátis para todos e entope o transito todo. Vamos progredindo com dificuldade no meio da imensidão de tuk tuks, motoretas, camiões e autocarros. Chegamos ao porto de pesca. O mercado de peixe está ao rubro. Acabaram de trazer algumas redes para terra e já se negoceia o pescado com este ainda nas malhas! Tiro umas fotos e filmo ainda com o capacete posto. Parecem achar piada ao suporte da gopro no topo do Uvex. Riem-se, mas sem tirar a atenção do negócio. A confusão é demasiada e afasto me dando o lugar a um potencial comprador que já me pressionava para me afastar.
Continuamos e damos de frente com o forte de Galle, monumento imponente, herança da antiga arquitetura militar portuguesa. Possui um museu invejável e possui pequenas ruas cheias casas do estilo colonial agora convertidas em guest houses para turistas que se já veem por toda a parte. Breve paragem para a foto da praxe ao famoso farol do forte.
Seguimos para norte em direção a Bentota com ideia de procurar outro sitio para dormir em frente à praia. Aqui os preços já são muito diferentes do que estamos habituados. Paramos em 2 ou 3 hotéis com boa pinta e os valores já rondam os 60euros/noite. Bolas! De certeza que se arranja qualquer coisa mais alternativa e mais em conta!
Resolvemos mais uma vez sair da estrada principal e descobrimos mais uma praia deserta onde fizemos umas largas centenas de metros de mota. Vou sair de barriga cheia de Praia e Fora de estrada!
Numa das saídas da estrada encontramos um centro Ayuverdico no meio do mato e anunciava ter quartos. Mas estavam cheios. Mas tinham um vizinho que nos aluga um quarto perto da praia por 3000 rupias. Falámos com o homem de tez escura e pequena estatura e fechamos o negocio pelos 3000 com o pequenos almoço incluído.
- Onde é praia? pergunto eu.
- É já aí à esquerda passando os coqueiros! - responde o sr. Gamini
Por acaso até era! mas tínhamos de atravessar uma linha de ferro para la chegar! E descalços é obra!!
50m depois lá surge ela entre a vegetação. Praia grande! Faz lembrar a Caparica mas com vegetação tropical! A agua aqui aparenta ser mais turva, provavelmente devido à imensa ondulação.
Com o banho da praxe tomado, passamos pelo duche e vamos até ao centro Ayuverdico para negociar uma massagem. As minhas costas já se começam a ressentir dos 15 dias sentado na mota. Chorámos um desconto (quem não chora não mama) e por 2000 rupias (12 euricos) tivemos direito a pouco mais de meia hora de massagem ao pescoço e costas. Raisparta as moças! Eram pequenas mas tinham cá uma força! Senti mesmo as vértebras a estalarem e a irem ao sitio! Belíssima ideia esta!!
A dona do centro é médica, muito simpática e bem falante. Conhece varias pessoas com nomes portugueses (que surpresa :P ) e faz um desconto aos meus amigos se lá forem de futuro (ganho 5% de comissão num esquema de pirâmide e assim junto guito para voltar outra vez!). Saí de lá com a sensação de ter menos 10 kilos. Estava mesmo a precisar de um esticão!
Jantamos numa esplanada com direito a suminho natural de ananás (aqui é delicioso, já bebi uns 50!) e um banana split! Há vidas difíceis mas esta não será com certeza uma delas! ;)
Após um belo pequeno almoço continental fizemos-nos à estrada mas o bom tempo durou pouco. Começaram a cair umas pingas e toca a vestir o impermeável. No meio da pressa e da confusão que é vestir qualquer par de calças à chuva surgem de repente o renato e o ricardo! De onde saíram estes? :) Começa a chover com mais intensidade e digo ao renato para irem andando que já os apanhamos. Arrancamos passados 2/3 minutos e por mais rápido que andasse-mos nem vê-los.. bolas que azar... nem chegamos quase a falar. Tínhamos o nome do hotel onde eles iam ficar mas nao demos com ele. Paciência. Seguimos em frente. Amanhã em Negombo encontramos certamente para entregar as motas.
Chegamos a Galle. Uma manifestação de estudantes reivindica educação grátis para todos e entope o transito todo. Vamos progredindo com dificuldade no meio da imensidão de tuk tuks, motoretas, camiões e autocarros. Chegamos ao porto de pesca. O mercado de peixe está ao rubro. Acabaram de trazer algumas redes para terra e já se negoceia o pescado com este ainda nas malhas! Tiro umas fotos e filmo ainda com o capacete posto. Parecem achar piada ao suporte da gopro no topo do Uvex. Riem-se, mas sem tirar a atenção do negócio. A confusão é demasiada e afasto me dando o lugar a um potencial comprador que já me pressionava para me afastar.
Continuamos e damos de frente com o forte de Galle, monumento imponente, herança da antiga arquitetura militar portuguesa. Possui um museu invejável e possui pequenas ruas cheias casas do estilo colonial agora convertidas em guest houses para turistas que se já veem por toda a parte. Breve paragem para a foto da praxe ao famoso farol do forte.
Seguimos para norte em direção a Bentota com ideia de procurar outro sitio para dormir em frente à praia. Aqui os preços já são muito diferentes do que estamos habituados. Paramos em 2 ou 3 hotéis com boa pinta e os valores já rondam os 60euros/noite. Bolas! De certeza que se arranja qualquer coisa mais alternativa e mais em conta!
Resolvemos mais uma vez sair da estrada principal e descobrimos mais uma praia deserta onde fizemos umas largas centenas de metros de mota. Vou sair de barriga cheia de Praia e Fora de estrada!
Numa das saídas da estrada encontramos um centro Ayuverdico no meio do mato e anunciava ter quartos. Mas estavam cheios. Mas tinham um vizinho que nos aluga um quarto perto da praia por 3000 rupias. Falámos com o homem de tez escura e pequena estatura e fechamos o negocio pelos 3000 com o pequenos almoço incluído.
- Onde é praia? pergunto eu.
- É já aí à esquerda passando os coqueiros! - responde o sr. Gamini
Por acaso até era! mas tínhamos de atravessar uma linha de ferro para la chegar! E descalços é obra!!
50m depois lá surge ela entre a vegetação. Praia grande! Faz lembrar a Caparica mas com vegetação tropical! A agua aqui aparenta ser mais turva, provavelmente devido à imensa ondulação.
Com o banho da praxe tomado, passamos pelo duche e vamos até ao centro Ayuverdico para negociar uma massagem. As minhas costas já se começam a ressentir dos 15 dias sentado na mota. Chorámos um desconto (quem não chora não mama) e por 2000 rupias (12 euricos) tivemos direito a pouco mais de meia hora de massagem ao pescoço e costas. Raisparta as moças! Eram pequenas mas tinham cá uma força! Senti mesmo as vértebras a estalarem e a irem ao sitio! Belíssima ideia esta!!
A dona do centro é médica, muito simpática e bem falante. Conhece varias pessoas com nomes portugueses (que surpresa :P ) e faz um desconto aos meus amigos se lá forem de futuro (ganho 5% de comissão num esquema de pirâmide e assim junto guito para voltar outra vez!). Saí de lá com a sensação de ter menos 10 kilos. Estava mesmo a precisar de um esticão!
Jantamos numa esplanada com direito a suminho natural de ananás (aqui é delicioso, já bebi uns 50!) e um banana split! Há vidas difíceis mas esta não será com certeza uma delas! ;)
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Mirissa - O descanso dos guerreiros
Acordamos cedo para aproveitar a praia da manhã. Tomamos um típico típico pequeno almoço "Sri Lankês" num restaurante a beira da estrada. Numa mesa comprida há vários potes de barro para descobrirmos o que la esta dentro! - Try a bit of everything, Sir. - diz o dono do estabelecimento. Vou enchendo o prato com diversos sabores. O que se destaca à vista é o appa (ou hopper em inglês). Uma espécie de taça feita de farinha de arroz fermentada, leite de coco e especiarias extremamente fina. Também tinha no prato uma espécie de noodles feitos da mesma massa, pedaços de peixe, pão, uma espécie de cebolada, outras coisas que não consegui identificar e claro... caril!
.
Fomos até à praia em frente ao albergue/hotel/sitio onde dormimos. A agua é tépida e limpa. Tomamos uma banhoca e experimento a gopro debaixo de agua. Apetece ficar aqui o dia todo mas o checkout é às 9.00. Siga. Arrancamos. Passados 10kms diz o joe: - O meu telemóvel!!! Tinha ficado no restaurante. Voltou para trás. Para não estar parado decidir explorar as redondezas e bingo! Mais uma pista que acaba numa praia deserta. Xiça que esta é grande! Volto à estrada principal e espero pelo Joe. Volta todo sorridente com o telemóvel na mão.
Bora lá? Entrámos na praia com as câmaras ligadas. A areia agora compacta por causa da baixa mar permite um ritmo muito divertido. A praia é fantástica...tem palmeiras e coqueiros ao longo da linha de água. Um pouco mais a frente olho para o gps e vejo uma saída disfarçada no meio de dois catamarans de pescadores. Enfiamos nos pelo meio do mato e passado um pouco estamos de volta ao caos da estrada principal. Passamos Matare e começa mos a ver alguns turistas. Cheira me que nao voltamos a dormir por 9 euros... Depois de mais uma paragem num vendedor de frutas para o ananás do costume, chegamos a Mirissa. A zona costeira junto à praia esta pejada de pequenos hoteis/guest houses/hoteis de luxo. Descobrimos um perfeito! 1500 rupias por um primeiro andar com terraço numa casa de madeira palafita a 2m da agua!! Tomorrow there will be a beach party here! Do you mind? - disse um puto que nos mostrou o quarto. Nada!! Infelizmente já não vamos cá estar....
Estou neste momento a escrever o post numa rede com os pés dentro de água. A temperatura de inicio da noite está perfeita. Estão a carregar a montra de marisco com santolas e lagostas vivinhas para o jantar...
e mais não conto senão ainda me batem quando voltar..
.
Fomos até à praia em frente ao albergue/hotel/sitio onde dormimos. A agua é tépida e limpa. Tomamos uma banhoca e experimento a gopro debaixo de agua. Apetece ficar aqui o dia todo mas o checkout é às 9.00. Siga. Arrancamos. Passados 10kms diz o joe: - O meu telemóvel!!! Tinha ficado no restaurante. Voltou para trás. Para não estar parado decidir explorar as redondezas e bingo! Mais uma pista que acaba numa praia deserta. Xiça que esta é grande! Volto à estrada principal e espero pelo Joe. Volta todo sorridente com o telemóvel na mão.
Bora lá? Entrámos na praia com as câmaras ligadas. A areia agora compacta por causa da baixa mar permite um ritmo muito divertido. A praia é fantástica...tem palmeiras e coqueiros ao longo da linha de água. Um pouco mais a frente olho para o gps e vejo uma saída disfarçada no meio de dois catamarans de pescadores. Enfiamos nos pelo meio do mato e passado um pouco estamos de volta ao caos da estrada principal. Passamos Matare e começa mos a ver alguns turistas. Cheira me que nao voltamos a dormir por 9 euros... Depois de mais uma paragem num vendedor de frutas para o ananás do costume, chegamos a Mirissa. A zona costeira junto à praia esta pejada de pequenos hoteis/guest houses/hoteis de luxo. Descobrimos um perfeito! 1500 rupias por um primeiro andar com terraço numa casa de madeira palafita a 2m da agua!! Tomorrow there will be a beach party here! Do you mind? - disse um puto que nos mostrou o quarto. Nada!! Infelizmente já não vamos cá estar....
Estou neste momento a escrever o post numa rede com os pés dentro de água. A temperatura de inicio da noite está perfeita. Estão a carregar a montra de marisco com santolas e lagostas vivinhas para o jantar...
e mais não conto senão ainda me batem quando voltar..
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Brisas quentes, Aguas Mornas!!
Saímos cedo como de costume e dirigimos nos para sul.
As correntes das motos parecem que nunca viram óleo por isso paramos num michelin (pequena oficina de berma de estrada) e fazemos manutenção às mesmas. As Honda XR fazem sucesso por estas bandas. Toda a gente se mostra interessado pelos gadgets que estão pendurados. - its a gps! ao que eles respondem: aaahhh!! - como se soubessem exatamente do que estou a falar.
A viagem prossegue. Há pouco tráfego ao contrário do costume. A estrada desemboca num entroncamento com a estrada que percorre o litoral. Já se sente o cheiro a maresia ;). O Joe resolve improvisar e mete-se por um caminho manhoso em mau estado meio asfaltado meio terra batida. Esta opção revelou se a melhor escolha do dia. Após alguns kilometros de pista, por extensos bananais vislumbramos uma praia deserta de areia quase branca por entre os coqueiros!
A vista é deslumbrante! Levamos as motas até à praia, para a areia mesmo à sombra de um coqueiro, despimos os fatos e saltamos para a água.
A água é morna quase a mesma temperatura que o ar nos rodeia. Uma brisa quente convida ao banho. Mas cautela: Não foi preciso muito para perceber que havia muitas correntes traiçoeiras escondidas naquelas águas tépidas. Um banho rápido mas revigorante e toca a vestir que o calor aperta. Ao longe vislumbra-se um casario e alguns barcos de pescadores. Percorremos a praia serpenteando pela areia. As motos progridem com alguma dificuldade. Dava muito jeito mais 20 cavalitos na motoreta. Mas paciência. . pior se fossemos a pé! Avançamos lentamente em segunda que o motor não dá para mais e após umas largas centenas de metros chegamos junto dos pescadores. A língua de areia afunilou e aparentemente não dá para passar.
Um dos pescadores mete conversa e orienta-nos na direção certa.
Atravessamos a custo o percurso de areia restante contornando os diversos barcos e os pescadores que puxavam as redes à mão, finalizando com uma travessia de uma ponte de cimento de um metro de largura.
Olho para o Joe e tem a mesma expressão de contentamento que eu. Fantástico este percurso! Tivéssemos mais tempo e repetíamos tudo de novo!! É por dias destes que vale a aventura de vir ao sri lanka!
Fim de tarde. Encontramos uma vilazinha de pescadores em frente a outra praia onde ficamos a dormir. Jantamos um camarãozinho frito e Facebook... que esta vida não é só aventura. Também é partilha! :)
domingo, 9 de novembro de 2014
Adam´s Peak? Passa a tasca do Barbosa e segue, segue, segue!!
Hoje saimos com ideia de chegar ao Adams peak, uma montanha com um templo lá no alto que leva 4h para subir a pé e outras tantas para descer.
Logo à saida de Candy algum corre mal na navegação e o grupo separa se em dois. Eu e o Joe seguimos para sul em direcao as plantações de chá. Começámos a subir a montanha, as curvas sinuosas sucedem se e começam a aparecer as primeiras cascatas e um pouco mais a frente as plantações. A vista é deslumbrante. As plantações percorrem todas as encostas dos montes aos solcalcos como no vinho do porto.A planta do chá é um arbusto rasteiro que parece alcatifar de um verde vivo toda a paisagem a perder de vista. Por todo o lado e uma azafama de volta do cha. Os montes estão picotados de figuras a colher as folhas e a transportá-las em cestos para as várias fábricas da zona. Curiosamente apenas se veem mulheres a fazer estas tarefas. Os homens aparentemente tratam do resto do processo fabril.
Um pouco mais à frente paramos numa fábrica de chá "Macwoods Tea Factory" para tentar comprar uns pacotinhos. Depois de uma breve vista de olhos pela fabrica descobrimos uma pequena loja onde se vende todas as variedades locais do produto. Para muita pena nossa só vendem caixas demasiado grandes para transporte na mota se se estragarem e então optamos por nao comprar. Uma Senhora aproxima-se: Do you want some tea, Sir? With our compliments! - À borlix? Começo a gostar destes Singaleses! O chá era fantástico, muito saboroso e com uma cor laranja muito viva.
- Its´s BOP - Diz ela!!
- BOP? Quem é o BOP? ;)
- Its Broken Orange Pico, Sir!
- Ah Bom!!!
Alguns kilometros depois chegamos a Ruwara Elya, o centro de toda esta atividade. Esta povoacao tem uma particularidade: possui um dos melhores campos de golfe de 18 buracos do sul da Asia que se estende pelo meio da localidade entre edificios e ruas. É um contraste interessante entre o modernismo do golfe e uma povoação que parece ter saido do inicio do século.
Seguimos viagem. Uma placa diz Adams Peak, 27 kms. Está quase! ou talvez nao... coisa que já aprendi aqui foi a multiplicar por 3 as distancias. O tempo de fazer 20kms aqui será o mesmo que fazer 60 kms lá no burgo tuga.
O tempo passa, e os kilometros também e nada de placas na estrada ou pico. Apenas uma pequena faixa asfaltada em muito mau estado que parece serpentear por toda a montanha sem chegar a lugar nenhum. Vamos perguntando ao camponês ocasional e vão nos dando direções. 30 kms depois dos tais 27 começo a achar que ninguém nos compreende. Seguimos em frente que para trás já é impensável!
Um pouco mais à frente um insólito YORN: Um pedestral de vidro com um SANTO ANTÓNIO com o menino nos bracos!! Raio de sitio para encontar isto, a 10.000 kms de distancia no meio de uma montanha perdida numa ilha do Indico! Aos poucos vou começando a compreender a razão. Afinal os portugueses sempre deixaram cá qualquer coisa: começam a surgir algumas campas católicas dispersas ao longo da estrada.
Uns kilometros mais a frente, em plena montanha outro pedestal de alguma dimensão: Uma Nossa Senhora! Perguntei a dois miúdos que iam a passar apontando para o pedestal: - Who is it?
- Mother!! Responderam em unissono!
- Mother of Christ? - Perguntei eu?
- Yes! Confirmaram eles com a cabeca.
O asfalto vai ficando num estado deplorável, mas prosseguimos céleres que o tempo esta a passar e não queremos ser apanhados pela noite.naquelas condições. Outro sabichão (pelos vistos à muitos) opina.outra direccao: Adam´s Peak? Sim Sim!! sao mais 30 kms montanha abaixo! Irra que estes gaijos usam kilometros alentejanos!! Lembrei me da rábula dos gatos fedorentos: É já ali à frente passando a tasca do Barbosa e segue segue segue....
Descemos a encosta aos zig zags durante mais de uma hora. A meio aparece nos um fantástico e misterioso pico no meio da neblina.. será o famoso Adams Peak? Cheira me que não... Não criemos ilusões. Siga para a frente que é caminho!
Finalmente conseguimos nos situar no mapa. Estamos só do lado errado da montanha!! E adivinhem a que distancia? 70 kms do Adams Peak!! Ora isso sao mais 2h de caminho e já se está a fazer de noite. Ficamos a dormir por aqui? - Pergunto eu ao Joe. - Nah.. ainda temos meia hora de luz! Decidimos seguir viagem para sul por outra estrada do mesmo calibre da anterior onde vamos esperar pelo resto do grupo.
Anoitece. O Joe que segue à frente pára à entrada do que parece ser um pequeno hotel de berma de estrada saído de um filme do kusturica. Um personagem pequeno com meia dúzia de dentes na boca com um boné à anaozinho Dunga recebe nos à entrada:
- Hotel? - disse eu desconfiado.
- Yes! - diz o Dunga
- WIFI? - pergunta o Joe
- Yes, Yes!
- Boa! Menos mal.. Quanto custa?
- Yes, Yes!!
Raisparta o anaozinho que diz yes a tudo!! Nisto aparece o Soneca e o Feliz que nos mostram um quarto: 1500 rupies it is!! Olha! Enganei-me. Afinal era o Master Yoda disfarcado de Dunga!
Resultado da negociação: comemos, bebemos e dormimos os dois pela modica quantia de 2000 rupias (+/-6 euros) .E WIFI nem ve-lo!!
O Quarto onde dormimos hoje precisava de um post novo só por si, tal era a qualidade dos acabamentos. Talvez escreva amanha qualquer coisa se não for devorado vivo pelos mosquitos ou pelo resto do bichedo que por aqui abunda!
Logo à saida de Candy algum corre mal na navegação e o grupo separa se em dois. Eu e o Joe seguimos para sul em direcao as plantações de chá. Começámos a subir a montanha, as curvas sinuosas sucedem se e começam a aparecer as primeiras cascatas e um pouco mais a frente as plantações. A vista é deslumbrante. As plantações percorrem todas as encostas dos montes aos solcalcos como no vinho do porto.A planta do chá é um arbusto rasteiro que parece alcatifar de um verde vivo toda a paisagem a perder de vista. Por todo o lado e uma azafama de volta do cha. Os montes estão picotados de figuras a colher as folhas e a transportá-las em cestos para as várias fábricas da zona. Curiosamente apenas se veem mulheres a fazer estas tarefas. Os homens aparentemente tratam do resto do processo fabril.
Um pouco mais à frente paramos numa fábrica de chá "Macwoods Tea Factory" para tentar comprar uns pacotinhos. Depois de uma breve vista de olhos pela fabrica descobrimos uma pequena loja onde se vende todas as variedades locais do produto. Para muita pena nossa só vendem caixas demasiado grandes para transporte na mota se se estragarem e então optamos por nao comprar. Uma Senhora aproxima-se: Do you want some tea, Sir? With our compliments! - À borlix? Começo a gostar destes Singaleses! O chá era fantástico, muito saboroso e com uma cor laranja muito viva.
- Its´s BOP - Diz ela!!
- BOP? Quem é o BOP? ;)
- Its Broken Orange Pico, Sir!
- Ah Bom!!!
Alguns kilometros depois chegamos a Ruwara Elya, o centro de toda esta atividade. Esta povoacao tem uma particularidade: possui um dos melhores campos de golfe de 18 buracos do sul da Asia que se estende pelo meio da localidade entre edificios e ruas. É um contraste interessante entre o modernismo do golfe e uma povoação que parece ter saido do inicio do século.
Seguimos viagem. Uma placa diz Adams Peak, 27 kms. Está quase! ou talvez nao... coisa que já aprendi aqui foi a multiplicar por 3 as distancias. O tempo de fazer 20kms aqui será o mesmo que fazer 60 kms lá no burgo tuga.
O tempo passa, e os kilometros também e nada de placas na estrada ou pico. Apenas uma pequena faixa asfaltada em muito mau estado que parece serpentear por toda a montanha sem chegar a lugar nenhum. Vamos perguntando ao camponês ocasional e vão nos dando direções. 30 kms depois dos tais 27 começo a achar que ninguém nos compreende. Seguimos em frente que para trás já é impensável!
Um pouco mais à frente um insólito YORN: Um pedestral de vidro com um SANTO ANTÓNIO com o menino nos bracos!! Raio de sitio para encontar isto, a 10.000 kms de distancia no meio de uma montanha perdida numa ilha do Indico! Aos poucos vou começando a compreender a razão. Afinal os portugueses sempre deixaram cá qualquer coisa: começam a surgir algumas campas católicas dispersas ao longo da estrada.
Uns kilometros mais a frente, em plena montanha outro pedestal de alguma dimensão: Uma Nossa Senhora! Perguntei a dois miúdos que iam a passar apontando para o pedestal: - Who is it?
- Mother!! Responderam em unissono!
- Mother of Christ? - Perguntei eu?
- Yes! Confirmaram eles com a cabeca.
O asfalto vai ficando num estado deplorável, mas prosseguimos céleres que o tempo esta a passar e não queremos ser apanhados pela noite.naquelas condições. Outro sabichão (pelos vistos à muitos) opina.outra direccao: Adam´s Peak? Sim Sim!! sao mais 30 kms montanha abaixo! Irra que estes gaijos usam kilometros alentejanos!! Lembrei me da rábula dos gatos fedorentos: É já ali à frente passando a tasca do Barbosa e segue segue segue....
Descemos a encosta aos zig zags durante mais de uma hora. A meio aparece nos um fantástico e misterioso pico no meio da neblina.. será o famoso Adams Peak? Cheira me que não... Não criemos ilusões. Siga para a frente que é caminho!
Finalmente conseguimos nos situar no mapa. Estamos só do lado errado da montanha!! E adivinhem a que distancia? 70 kms do Adams Peak!! Ora isso sao mais 2h de caminho e já se está a fazer de noite. Ficamos a dormir por aqui? - Pergunto eu ao Joe. - Nah.. ainda temos meia hora de luz! Decidimos seguir viagem para sul por outra estrada do mesmo calibre da anterior onde vamos esperar pelo resto do grupo.
Anoitece. O Joe que segue à frente pára à entrada do que parece ser um pequeno hotel de berma de estrada saído de um filme do kusturica. Um personagem pequeno com meia dúzia de dentes na boca com um boné à anaozinho Dunga recebe nos à entrada:
- Hotel? - disse eu desconfiado.
- Yes! - diz o Dunga
- WIFI? - pergunta o Joe
- Yes, Yes!
- Boa! Menos mal.. Quanto custa?
- Yes, Yes!!
Raisparta o anaozinho que diz yes a tudo!! Nisto aparece o Soneca e o Feliz que nos mostram um quarto: 1500 rupies it is!! Olha! Enganei-me. Afinal era o Master Yoda disfarcado de Dunga!
Resultado da negociação: comemos, bebemos e dormimos os dois pela modica quantia de 2000 rupias (+/-6 euros) .E WIFI nem ve-lo!!
O Quarto onde dormimos hoje precisava de um post novo só por si, tal era a qualidade dos acabamentos. Talvez escreva amanha qualquer coisa se não for devorado vivo pelos mosquitos ou pelo resto do bichedo que por aqui abunda!
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Os Terriveis Portugueses...
E porque nos proposemos em descobrir a nossa heranca cultural nesta aventura viemos a descobrir que ao contrário ao que nos ensinam na escola nem tudo sao rosas no que respeita à espansao lusa e aos nossos descobrimentos. Afinal de contas os nosso bravos e esforcados navegadores nem sempre se portaram bem.
O almirante Lourenco de Almeida, filho do primeiro vice rei da India D. Francisco de Almeida, desembarcou no Ceilao em 1505 encontrando este dividido em 7 reinos. Aproveitando-se desse facto pilhou todas as especiarias que encontrou tornando o Ceilao uma colonia Portuguesa.
Os Portugueses interferiram na politica local e introduziram a religiao catolica, destruindo todos os templos e matando quase todos os moges. Só 4 monges budistas estariam vivos durante a ocupacao portuguesa.
Alguns historiadores veem a chegada dos portugueses em 1505 como o inicio de uma era negra na historia do Sri Lanka. Os portugueses conseguiram manter a sua presenca nas zonas costeiras da ilha durante 150 anos atraves de estrategicas aliancas com os varios reinos com recurso ao terror e a outros metodos menos catolicos até à chegada dos Holandeses em 1658. Num livro historico do Sri Lanka os portugueses sao vistos como demonios comedores de pedras e bebedores de sangue, tais eram as atrocidades a que eram sujeitos os nativos, principalmente os que nao se queriam converter ao cristianismo.
Curiosamente, nesta viagem já falámos com pessoas que possuem apelidos como Pereira, Fernando ou Silva com um sentimento diferente. Estas pessoas parecem ter orgulho nos seus apelidos portugueses (vá se lá saber porque) e na antiga heranca cultual que estes nomes representam.
O almirante Lourenco de Almeida, filho do primeiro vice rei da India D. Francisco de Almeida, desembarcou no Ceilao em 1505 encontrando este dividido em 7 reinos. Aproveitando-se desse facto pilhou todas as especiarias que encontrou tornando o Ceilao uma colonia Portuguesa.
Os Portugueses interferiram na politica local e introduziram a religiao catolica, destruindo todos os templos e matando quase todos os moges. Só 4 monges budistas estariam vivos durante a ocupacao portuguesa.
Alguns historiadores veem a chegada dos portugueses em 1505 como o inicio de uma era negra na historia do Sri Lanka. Os portugueses conseguiram manter a sua presenca nas zonas costeiras da ilha durante 150 anos atraves de estrategicas aliancas com os varios reinos com recurso ao terror e a outros metodos menos catolicos até à chegada dos Holandeses em 1658. Num livro historico do Sri Lanka os portugueses sao vistos como demonios comedores de pedras e bebedores de sangue, tais eram as atrocidades a que eram sujeitos os nativos, principalmente os que nao se queriam converter ao cristianismo.
Curiosamente, nesta viagem já falámos com pessoas que possuem apelidos como Pereira, Fernando ou Silva com um sentimento diferente. Estas pessoas parecem ter orgulho nos seus apelidos portugueses (vá se lá saber porque) e na antiga heranca cultual que estes nomes representam.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Anuradhapura->Batticaloa
Budha brindou nos com um dia perfeito para andar de mota. O sol espreita entre as nuvens e dirigimos nos para Este em direção a Trincomalee, na costa Este da Ilha. Trincolalee sofreu bastante durante a recente guerra civil e está lentamente a recuperar. Seguindo o cheiro a maresia, fomos até a praia mais próxima para tentar vislumbrar as famosas praias do leste da Ilha e pasme-se... estava ocupada por um rebanho de simpáticas vaquinhas que ou apanhavam banhos de sol ou se refrescavam junto a agua morna do indico.
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O calor aperta. Decidimos almoçar num tasco local e seguir para sul, a ver o que este nos revela. Um grande troco do percurso é feito numa alcatrão em muito mau estado cheio de lombas e buracos. As Honda XR Baja revelam-se à altura do piso, mas somos obrigados a duplicar o foco na condução. 100 kms passados a Batticaloa, a grande cidade comercial, conhecida pelas suas 3 lagoas e pelas suas praias de coqueiros e areia branca. Os Portugueses construiram aqui um forte numa das ilhas em 1628 que foi tomado pelos Holandeses em 1638 no seguimento da sua guerra de 80 anos com Portugal e Espanha. O forte ainda se encontra em excelente estado aos dias de hoje.
Ficamos numa guest house de construção colonial com telhado em madeira em frente à ilha do forte português. A vista é deslumbrante. Mais uma vez os deuses do Indico nos favorecem!
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O calor aperta. Decidimos almoçar num tasco local e seguir para sul, a ver o que este nos revela. Um grande troco do percurso é feito numa alcatrão em muito mau estado cheio de lombas e buracos. As Honda XR Baja revelam-se à altura do piso, mas somos obrigados a duplicar o foco na condução. 100 kms passados a Batticaloa, a grande cidade comercial, conhecida pelas suas 3 lagoas e pelas suas praias de coqueiros e areia branca. Os Portugueses construiram aqui um forte numa das ilhas em 1628 que foi tomado pelos Holandeses em 1638 no seguimento da sua guerra de 80 anos com Portugal e Espanha. O forte ainda se encontra em excelente estado aos dias de hoje.
Ficamos numa guest house de construção colonial com telhado em madeira em frente à ilha do forte português. A vista é deslumbrante. Mais uma vez os deuses do Indico nos favorecem!
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Negombo -> Anuradhapura
Chuva parece ter acalmado! Após as verificacoes Isto começa bem! Espera.. a mota do Ricardo não pega! Uma rápida passagem numa oficina repõe a ordem no caos! Podemos finalmente arrancar.
O transito por aqui é caótico.. e nao sei porque mas este gaijos insistem em conduzir sempre do lado errado da estrada!! Tou lixado! Passo o dia inteiro na contramao entre os tuk-tuks e os camionistas aceleras.
A manha decorre sem incidentes de nota (fora as minhas saídas de mão)e acabamos por almoçar num tasco na beira da estrada. Estrago: 2000 Rupias para 4 pessoas! Caríssimo.. quase 12 euros!! Tao depressa não voltamos cá! :)
Voltamos à estrada. É impressionante a bicharada que se atravessa à nossa frente! Alem dos cães e vacas (que aqui são aos milhares por todo o lado), já vimos Esquilos, Macacos, Lagartos Gigantes, Saguins, Garças, Corvos e um infindável numero de espécies diferentes de passarada e afins! E só arrancámos hoje! Um pouco mais a frente paramos para beber uma agua de coco. Um senhor com ar humilde aproxima-se e oferece nos umas frutas locais para provar.

Antes de anoitecer ainda deu para visitar um pequeno templo budista.
O transito por aqui é caótico.. e nao sei porque mas este gaijos insistem em conduzir sempre do lado errado da estrada!! Tou lixado! Passo o dia inteiro na contramao entre os tuk-tuks e os camionistas aceleras.
A manha decorre sem incidentes de nota (fora as minhas saídas de mão)e acabamos por almoçar num tasco na beira da estrada. Estrago: 2000 Rupias para 4 pessoas! Caríssimo.. quase 12 euros!! Tao depressa não voltamos cá! :)
Voltamos à estrada. É impressionante a bicharada que se atravessa à nossa frente! Alem dos cães e vacas (que aqui são aos milhares por todo o lado), já vimos Esquilos, Macacos, Lagartos Gigantes, Saguins, Garças, Corvos e um infindável numero de espécies diferentes de passarada e afins! E só arrancámos hoje! Um pouco mais a frente paramos para beber uma agua de coco. Um senhor com ar humilde aproxima-se e oferece nos umas frutas locais para provar.

Antes de anoitecer ainda deu para visitar um pequeno templo budista.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
A Aventura começa!!
O voo fez-se sem grandes problemas num Boeing 777 (Enorme!!) com uma breve paragem no Dubai e com chegada a Colombo meia hora depois do previsto.
Estava a chover. Mau prenúncio... se continuar assim o tempo mais vale comprar umas barbatanas e dedicar me à pesca. Logo na alfandega começou o primeiro percalço: o Ricardo nao tinha completado o visto ETA e ficou retido no balcão dos vistos até o obter. Ele que estava todo contente por que nao lhe tinham cobrado nada no pedido online... pois é... faltava-lhe mesmo isso!! Pagar!!
Trocámos umas rupias no aeroporto e logo aparece alguém a oferecer um taxi oficial por 15 dólares, afirmando a pés juntos que lá fora na rua não haveria mais nenhum. Sai para confirmar e tinha logo vários oportunistas a oferecer serviços. Dirigi me a um, que me disse: precisam de um taxi? 15 dolares!! olha me este... isso custa um oficial!! ok.. quanto pagas? 10 dólares pareceu me um valor justo. Acordado o preço ligou a um amigo que apareceu num carro particular branco que de taxi nao tinha nada. Enfim... desde que nos ponha no hotel.. Depois de algumas voltas lá demos com a Guest house onde já nos esperava o Joe vindo de munique no dia anterior. O pseudo taxista no fim queria 40 dólares!! 10 por pessoa diz ele!! Estás com azar.. para esse peditório ja eu dei... o combinado foi 10! Estrebuchou, encolheu os ombros mesmo assim foi se embora, com cara de quem ainda ficou a ganhar.
A Guest House é uma casa colonial muito interessante gerida por uma senhora inglesa. Limpo, bem frequentado e com um pequeno almoço tipo britânico mas adaptado aos ingredientes asiáticos.
Pedimos mais um quarto para o Ricardo e Renato mas nao tem vaga. Encontraram outro um pouco mais abaixo.
Mais tarde encontramos nos com o Rocky, um tipo com uma gadelha enorme com ar Cool, o proprietário da agência de aluguer Pick&Go que nos disponibilizou as motos. Após as formalidades típicas de um aluguer acabamos o dia a comer uma refeição típica do sri lanka num tasco onde o dono muito simpático nos serviu um prato típico do sri lanka cozinhado pela sua mulher.
Estou a gostar deste Sri Lanka. as pessoas de uma forma geral são simpáticas (fora alguns oportunistas), metem conversa na rua e querem saber de onde viemos.
Estava a chover. Mau prenúncio... se continuar assim o tempo mais vale comprar umas barbatanas e dedicar me à pesca. Logo na alfandega começou o primeiro percalço: o Ricardo nao tinha completado o visto ETA e ficou retido no balcão dos vistos até o obter. Ele que estava todo contente por que nao lhe tinham cobrado nada no pedido online... pois é... faltava-lhe mesmo isso!! Pagar!!
Trocámos umas rupias no aeroporto e logo aparece alguém a oferecer um taxi oficial por 15 dólares, afirmando a pés juntos que lá fora na rua não haveria mais nenhum. Sai para confirmar e tinha logo vários oportunistas a oferecer serviços. Dirigi me a um, que me disse: precisam de um taxi? 15 dolares!! olha me este... isso custa um oficial!! ok.. quanto pagas? 10 dólares pareceu me um valor justo. Acordado o preço ligou a um amigo que apareceu num carro particular branco que de taxi nao tinha nada. Enfim... desde que nos ponha no hotel.. Depois de algumas voltas lá demos com a Guest house onde já nos esperava o Joe vindo de munique no dia anterior. O pseudo taxista no fim queria 40 dólares!! 10 por pessoa diz ele!! Estás com azar.. para esse peditório ja eu dei... o combinado foi 10! Estrebuchou, encolheu os ombros mesmo assim foi se embora, com cara de quem ainda ficou a ganhar.
A Guest House é uma casa colonial muito interessante gerida por uma senhora inglesa. Limpo, bem frequentado e com um pequeno almoço tipo britânico mas adaptado aos ingredientes asiáticos.
Pedimos mais um quarto para o Ricardo e Renato mas nao tem vaga. Encontraram outro um pouco mais abaixo.
Mais tarde encontramos nos com o Rocky, um tipo com uma gadelha enorme com ar Cool, o proprietário da agência de aluguer Pick&Go que nos disponibilizou as motos. Após as formalidades típicas de um aluguer acabamos o dia a comer uma refeição típica do sri lanka num tasco onde o dono muito simpático nos serviu um prato típico do sri lanka cozinhado pela sua mulher.
Estou a gostar deste Sri Lanka. as pessoas de uma forma geral são simpáticas (fora alguns oportunistas), metem conversa na rua e querem saber de onde viemos.
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